O sucesso do artista da bola não se limitou aos gramados da vida real e, como todo ídolo do futebol, acabou chegando aos quadrinhos.
Uma de suas primeiras citações nos quadrinhos foi no final dos anos 1970, em uma história de Visconde de Sabugosa, no gibi Sítio do Picapau Amarelo, da RGE. Na aventura, o intelectual e literato vegetal faz uma brincadeira com o nome do filósofo grego Sócrates e do futebolista que pegou seu nome emprestado - e que, curiosamente, também acabou se tornando um “pensador”, característica rara no universo da bola.
Mas foi na década de 1980 que Sócrates ganhou suas primeiras versões para os quadrinhos, quando já se tornara uma figura marcante nos noticiários esportivos e políticos, passando a ser chamado de Doutor, graças à sua formação profissional em medicina.
Ele também contracenou várias vezes com a turma do Bairro do Limoeiro (uma delas foi republicada recentemente na série Coleção Histórica Turma da Mônica) em aparições curtas e ocasionais, protagonizou peças publicitárias em forma de HQ e, até a Copa do Mundo de 1986, virou figura fácil nas aventuras do Zé Carioca - e com ele chegou a trocar passes.
Nos últimos meses, o ex-atleta preparava-se para lançar m gibi, estrelado por ele mesmo, que fazia parte de um projeto de cunho social.
Se nos quadrinhos o corintiano Cascão está triste, no mundo real o pesar se abateu não apenas sobre os torcedores do clube pelo qual Sócrates será sempre lembrado, mas também entre todos os amantes do futebol.
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira tinha 57 anos.







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